segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Outra vez.

Depois de um dia bem cansativo na piscina, quando o sol resolveu ir, fui ver sua partida.
Sentada na grama, vendo as formigas passarem, carregando folhas, fazendo seu caminho, o único som era o das cigarras, junto com o canto do pássaro que vem de lá longe.
De repente, começo a ouvir alguém se aproximando, estava tão encantada com aquele lindo sol laranja, que cobria toda a visão que eu tinha do céu.
Sim, era ele mesmo, chegou em uma hora que não devia, me pegou em um momento frágil, ele não tinha esse direito.
Chegou, se sentou ao me lado, e me perguntou :
- Você gosta do pôr-do-sol né?
- Você sabe muito bem disso.
- É, eu sei, você é louca por ele.
- Sabe o que combina com pôr-do-sol?
-Não . Eu disse abaixando o olhar, com um sorriso involuntário e ridículo.
Ele se aproximou, se sentou mais perto, me pegou pelo queixo, ergueu minha cabeça, olhou no fundo dos olhos, sorriu do jeito que eu mais gosto, tirou meu cabelo do rosto, colocou atrás da minha orelha, passou a mão pelo meu rosto, e disse :
- Beijo.
De novo, nesse momento ele me beijava, na verdade, eu não queria mais nada, mas eu sabia que as consequências disso seriam trágicas, e claro que seriam para mim.
Mas optei por me deixar levar, já que eu já tinha começado, resolvi terminar.
Depois de um longo beijo disse:
- Sabe o que combina com beijo?
Ele me olhou, deu um sorriso malicioso.
- Sei sim, ÁGUA.
Agora ele me pegou no colo, me jogou em seu ombro, correu em direção a piscina, chegando la, conseguir sair de seu colo, corri pro outro lado da piscina, e pulei.
Ele estava do outro lado, mas quando subi a superfície, ele estava exatamente na minha frente, ele tirou a água do cabelo, se aproximou, colou a mão em minha nuca, chegou perto do meu ouvido e disse:
- O que combinava com água mesmo ?
- B e i j o , disse pausadamente, e ele me beijava a acaba sílaba mal separada que saia da minha boca, me beijou de novo, me fez feliz, me fez sentir nas nuvens, me senti completa de novo.
Mas por melhor que tenha sido o dia, ele acaba.
Nossos amigos estavam em uma rodinha, tocando violão e cantando.
Enquanto tocavam lindas músicas, eu adormecia, com a blusa de frio que neguei um dia, em seu ombro, com seus dedos transpassados nos meus, e com suas caricias em meu cabelo.

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