segunda-feira, 11 de junho de 2012

Contos de Amor


Conto 2- Nós fizemos história, pra ficar na memória.

            - Você é o amor da minha vida, eu não sei viver sem pensar em você.
        - Pensasse nisso antes de começar a namorar.
        - Pelo amor de Deus princesa, quando você souber o que aconteceu tenho certeza que vai mudar de ideia.
        - OK, vamos, use seus melhores argumentos, me convença
        - Eu te amo.
        - Esse é seu melhor argumento, sinto te dizer que não me convenceu.
        Contarei como esses dois chegaram ai.
        Em uma virada de ano qualquer, ele tentava uma aproximação, ela cautelosa, pensando no namorado que está longe acabaram com uma amizade um tanto presunçosa, repleta de convites tentadores, piadinhos, cantadas e algumas declarações.
        Ficaram um tempo sem se falar, ela terminou o namoro, e o tão esperado reencontro aconteceu, foram horas de conversas, foi inevitável, ela sentia que por mais casual que fossem os encontros, os beijos tinham um encaixe diferente, os toques eram sutis, a relação era maior do que existe entre o céu e o mar, difícil de explicar, complexo de se entender, complicado de sentir e clichê de se escrever.
        Estavam mais coisas em jogo do que pensavam, afinal toda aquela discussão surgiu quando ela descobriu que ele estava namorando, e queria argumentos.
        O que convenceu e calou-a:
        - O que é a coisa que eu amo mais que você, meu pai, minha mãe e qualquer coisa?
        - Jogar, lutar, competir e ser campeão.
        - Exatamente, a menina ameaçou ir na diretoria do time e falar pro papaizinho dirigente dela que estou namorando uma menor de idade!
        - Além de vaca, vagabunda, vadia, biscate é chantagista também.
        - Hmm.. Não sei, talvez, algum dia quem sabe ...
        - Vem aqui, vem
        - Bem que aquela égua com AIDS merece um chifre bem pontudo no meio da testa!
        - Sua vontade é uma ordem
        Por mais que ela tentasse, não era possível pelas forças naturais, nem biológicas que resistisse, não sentia culpa por aquela menina, afinal em seu subconsciente isso não passava de justiça.
        É apesar de tudo, nunca deixaram a amizade morrer, cada um segue sua vida, seus caminhos e têm suas vidas entrelaçadas pelo acaso.

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