quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Six Friends In Rio - Quarto Capítulo

Quarto Capítulo – Diversão de verdade.

         Cansadas desse bando de otários, resolvemos fazer compras, para uma festa do pijama, já que depois de uma briga, Giovanna e Iago dividiram a casa no meio, uma parte pra cada, então podíamos fazer o que quisermos no nosso lado.
                Fomos, entramos em todas as lojas que vimos, elas compraram quase tudo o que viram, e eu comprei coisas pro astolfinho e melany, voltamos bem no final da tarde, a parte deles estava parecendo que um furacão tinha passado ali então começamos a arrumar nossa festa.
                Muito invejosos, disseram que iam para um luau que estava tento ali na praia que umas barangas ridículas estavam fazendo ali na praia.
                Quando fomos nos trocar, eu comecei a contar a piadas, e falar das meninas do luau, todo mundo caiu na risada, e os curiosos não resistiram e ficaram em casa só pra ver o que a gente estava fazendo.
                Juliana saiu de camisola para derreter os chocolates, quando Zé a viu disse:
                               - Nossa, se minha mãe tivesse aqui, deixaria eu me casar agora!
                               - Ainda bem que ela não ta aqui!
                               - Ainda bem que eu caso do mesmo jeito.
                Ela mostrou aquele dedo, e continua a mexer o chocolate, e ele continua a fitá-la intensamente.
                Uns minutinhos depois aparece Letícia, de blusa e calcinha, pega a maior faca e começa a cortar as frutas, e fazendo graça, jogando a faca pra cima, Júnior achou lindo – eu ridículo – como sempre.
                Giovanna com  uma camisola tão comprida quanto a blusa de Letícia, foi preparar as bebidas.
                Andressa foi ajudar Giovanna levando os sucos e drinks, ela pelo menos estava com um pijama decente, era uma calça e uma blusa.
                Amanda foi separar as frutas que Letícia estava cortando, só que caiu um morango no chão, Amanda viciada em morangos, se abaixou sem pensar que estava com uma camisa de botão, só foi lembrar quando ouvia os “nossa” dos meninos.
                Como elas estavam enrolando muito, resolvi levar o astolfinho para namorar a melany que estava com os meninos, e com o ridículo do dono dela, e aproveitei para ver o que aquelas malucas estavam fazendo.
                Quando apareci na cozinha, o idiota do Leonardo – dono da melany – me fez a cretina pergunta:
                - Porque você não ta de pijama?
                - Por causa do Noé!
                - Que Noé?
                - Noé da sua conta!
                - Você achou mesmo que eu ia dar o gostinho de aparecer de pijama na frente desse bando de tarados?
                Zé muito intrometido:
                - Eu não sou tarado!
                - Cala boca Zé, que você é o pior.
                Sai, mas não antes de ouvir Leonardo falando meu nome, sussurrar e rir.
                Fomos todas enfileiradas para o quarto, comemos, dançamos, e demos muitas risadas.
                Fui no corredor e vi a parte deles toda apagada, então fui levar as bagunças pra pia.
                Coloquei tudo lá, e fui correndo pra escada, quando ouço a assombração do Leonardo:
                - Boa Noite!
                - Eita, como que me brota do chão desse jeito!
                - Boa Noite né, depois do susto vou dormir.
                Ele riu, então subi pro quarto, chegando lá me toquei que tinha esquecido o astolfinho, então sai correndo para pegá-lo.
                Fui até fora, senti um vento gostoso, e acabei ficando um tempo na areia, astolfinho voltou, quando entrei vi Giovanna saindo pelos fundos com Iago.
                Comi mais uns morangos, e fui correndo pra cama, mas quando ainda estava na escada, eu ouvi Iago pulando a fita que ele mesmo dividiu a casa.
                No outro dia tínhamos mais coisas pra fazer e precisamos dar uma festa daquelas pra animar aquela praia.

Six Friends In Rio - Terceiro Capítulo

Terceiro Capítulo – A praia.

         As meninas de saco cheio dos meninos acordaram e foram para a praia mais deserta da região, só tinha nossa casa lá, mas quando chegamos à surpresa.
                Os meninos ligaram para o caseiro, e ele é velho não se lembrou de que a gente iria lá, foi para cidade dele, e alugou nossa casa para os meninos.
                Quando chegamos, os meninos já estavam lá, e tinham pegado o quarto do lado esquerdo, então fomos para o quarto que sobrou.
                Fui fazer o almoço, coloquei todo mundo pra trabalhar, e quando estávamos comendo, Giovanna que estava na frente de Iago, que estava do meu lado, ela começou a passar o pé na perna dele, que se arrepiou mal terminou de comer, tirou a camisa, e correu pra piscina, e mandou uma mensagem pra Gi.
                Os casais se retiraram, Andressa e Fabrício ficaram lavando a louça, eu e Astolfinho fomos assistir filme.
                Depois de tanta coisa linda no filme, astolfinho resolve fazer cocô na areia, eu sai pegando, no meio do caminho, ele acha uma gatinha que se chamava melany, como informava a coleira. Eles não se desgrudaram, sem comentários sobre Giovanna tentando matar Iago afogado, e ele tentando matá-la com beijos, foi patético, e pior foi segurar vela pro astolfinho.
              

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Six Friends In Rio - Segundo Capítulo.

Segundo Capítulo – Em fim Rio de Janeiro.
          
                Passamos quase a noite inteira arrumando as malas, antes de chegarmos a casa em uma praia meio deserta, ficamos no Copacabana Palace.
                Estávamos maravilhosamente na recepção, escolhendo o corredor que teria seis quartos vazios, um do lado do outro, até que conseguimos.
                De repente quando desfazíamos uma parte da mala, umas conversinhas estranhas no nosso corredor, eu liguei para as meninas e saímos para ver o que tava acontecendo e nos deparamos com os meninos brigando pra ver quem ficava em qual quarto, quando saímos, cada um pegou um e ficou: Letícia e Júnior, Amanda e Leandro, Andressa e Fabrício, Giovanna e Iago, Juliana e Zé, eu e o astolfinho gato linda da minha vizinha.
                Juliana, entrou no quarto, bateu a porta, bufando, Zé deu uma risada torta e também entrou, Letícia se matando de rir, também foi para o quarto, Júnior também, Amanda olhou para Leandro, enrolou os dedos simbolizando depois, Andressa riu sem graça, Fabrício também, Giovanna partiu pra cima de Iago, com a mão aberta, ele segurou sua mão, a colocou em seu ombro, a puxou pela calça e a beijou, o pé de Giovanna subiu, mas ela se solta, e dá-lhe um empurrão e vai para o quarto, ele ri descaradamente e manda um beijo e sai, e eu pego astolfinho e fui pra piscina, quando chego lá vejo dois garotos que não me são estranhos, olhei, tentei me lembrar de quem era, então vi um chamando o outro de Caio, me lembrei na hora de quem era.
                Então, depois de me tocar quem era, sai correndo feito louca, atrás da Amanda – que já tinha “namorado” com ele – para avisar que ele estava lá. Era muita coincidência para poucas férias.
                Cheguei no quarto, e comecei a bater na porta, feito doida, quando quem abre a porta, Leandro, desesperada eu lhe disse:
                - Cadê a Amanda?
                - Ta no banho.
                - Quando ela terminar, fala pra ela voar lá no meu quarto que eu preciso muito falar com ela.
                - OK.
                Fiquei andando infinitos dois minutos esperando que Amanda aparecesse, já tinha deixado a porta aberta, pra ela entrar logo de uma vez.
                Ela chegou mais desesperada que eu:
                - Cadê, cadê ele gabu cadê?
                - Olha pela janela, ele na lá na piscina
                - Tem certeza que é ele?
                - Ouvi o outro menino chamá-lo de Caio.
                Ela me olhou fixamente, e me perguntou:
                - O que eu faço?
                - Faz o que você acha melhor.
                - Mas eu não sei de nada, quanto mais o que é melhor!
                - Você sabe que eu sou a favor de que você fique com o Leandro, porque é dele que você gosta, mas sinceramente amiga, ele não ta merecendo o esforço que você ta fazendo, já o Caio ta te dando um valor que ele nunca deu.
                Quando a gente tava descendo pra piscina, pra pegar o astolfinho, Amanda logo que chegou na recepção viu Leandro conversando com a Lizz, foi a confirmação que a ela precisava, ela jogou todas as coisas dele pela janela.
                Subi pro meu quarto, e liguei pra Juliana, pra gente fazer alguma coisa a noite.
                - Mullon cadê você?
                - Oi Gabi, é o Zé a Juzinha ta capotada aqui.
                - Hm, acabou com ela NE?
                - Para você me deixa sem graça!
                - Para você de ser tonto, você só não e mais sem vergonha por falta de espaço.
                - Ta, ela ta acordando, tchau.
                - Tchau.
                Ouço Juliana expulsando Zé de seu quarto e ele se matando de rir, Iago e Giovanna se estapeiam e se beijam como nunca. Fabrício e Andressa passeiam, Júnior e Ana conversam, Amanda eu e Juliana fomos pra balada.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Six Friends In Rio - Primeiro Capítulo.

Primeiro Capítulo – Cidade Maravilhosa.

         E o tão esperado último dia de aula, todas chegam radiantes na escola, mas Juliana tem a noticia mais baphonica do ano.
                Todas se reúnem atrás da cantina, e Juliana conta a novidade:
                - Meninas sabem aonde vamos amanhã?
                - Fala logo coisa! – todas ansiosas.
                - Pro RIO DE JANEIRO.
                Todas pulam de felicidade, nos abraçamos, e somos obrigadas a ir à diretoria, passamos o dia todo planejando, o que levar, o que faríamos lá, não agüentaríamos de ansiedade até amanhã.
                Bate o sinal da aula de física, sim a ultima aula, e todas vão loucas para casa, arrumar as malas.
                Juliana como mora mais perto da escola, chegou em casa, entrou no MSN, e o Zé começa a chamá-la no MSN, com a seguinte frase: “Rio de Janeiro nos espera / Juliana Mullon”.
                Então ela o responde:
                - Já não mandei você tirar meu nome dai.
                - Opa! Oi amorzinho, a nem tenta que eu não vou tirar.
                - Quando estiver no RJ, nem vou lembrar que você existe!
                - Não acredito que você também vai pra lá! *-*
                - Por quê?
                - Eu e os meninos também vamos, até lá então, amanhã a gente se vê!
                Ele saiu e a deixou pasma na frente do notebook. Chamou uma conversa urgente no MSN.
                - Amigas vocês não sabe quem vão pro Rio também!
                - Claro que sabemos o Zé *-* - disse brincando com a situação.
                - É só que ele vão com [aqueles amigos]
                - Como, por exemplo, o Iago? – diz Gioavana.
                - Sim, e todos os outros: Fabrício, Júnior, Leandro, Zé, Iago, todos eles – insistiu Juliana.
                - Morri! – exclamou Letícia.
                As férias seriam bem mais emocionantes e mais melosa do que elas imaginavam.

Six Friends In Rio

Seis amigas, que aos 15 anos se vêem em meio a grande  Rio de Janeiro, que ao longo da história vivem as maiores paixões, crises, brigas, confusões, gatinhos, festas, baladas, bebedeiras, choradeiras, chiliques, pegação e tudo o que pode acontecer em dois meses de férias alucinantes.

domingo, 27 de novembro de 2011

Desejo.

Sempre, como qualquer garota, já quis ter um professor lindo, como os de filmes americanos.
            Passei toda minha vida escolar, até a 8ª série, com os mesmos professores, gordos, feios, chatos, retardados, tudo menos bonitos.
            Até que como já podem imaginar, quando cheguei no primeiro ano do ensino médio, na primeira aula, do primeiro dia, um dos homens mais bonitos que eu já tinha visto em toda a minha vida, sua beleza, seu sorriso, sua boca, seu corpo, MEU DEUS, era o homem mais lindo que eu já conheci!
            Era meu professor de literatura, e como uma boa e atenciosa aluna, fui conversar com ele, me apresentar e falar o quando eu amava livros, e logo tivemos uma longa conversa que durou todo o intervalo.
            De primeira impressão, todas as meninas da sala, o amaram, e prestavam atenção loucamente na aula dele, babavam por ele, mas como as outras meninas da escola, depois de um mês no máximo, já desencantaram dele, pois ele não dava muita conversa, já que ele era um homem muito bem casado.
            Mas a minha louca atração por ele não passou, e mesmo assim, como ele era um homem casado, coloquei em minha cabeça, que era uma simples paixão platônica, uma atração física por um professor bonito, que eu nunca tive.
            Um tempo se passou, e logo comecei a ficar com um menino da escola mesmo, e a primeira vez que Rodrigo – meu professor – nos viu juntos, sua face se fez em uma expressão estranha, que eu não conseguia decifrar, me parecia meio bravo, meio decepcionado, e até com um pouco de ciúmes, mas pensei que deveria ser coisa da minha cabeça.
            Na aula, que foi no dia seguinte, Rodrigo me perguntou:
            - Você ta namorando Bárbara?
            - Não, porque Rodrigo? – eu tinha essa intimidade com ele.
            - Porque eu vi você junto com o Vitor do segundo ano ontem voltando da praça perto da padaria.
            - Ah, claro – eu sorri abaixando o olhar, e coçando a testa – é a gente ta junto, mas não é nada oficial nem sério.
            Ele resolveu descontrair.
            - Tava na cara que você não ia arrumar um namorado tão bonito como eu, então resolveu nem iludir o Vitor, não é mesmo – ele sorriu com a cara mais irônica que eu já vi.
            - Então vamos resolver isso – eu disse no mesmo tom de brincadeira, mas com um fundo de verdade.
            - Como?
            - Namora comigo e a gente resolve isso – disse já me aproximando.
            - Claro, é pra já!
            Ele me jogou contra a lousa, prendeu meus pulsos em sua mão, e jogou na lousa, se aproximou colou sua testa na minha, seu nariz no meu.
            Decidi colocar ordem na situação, tirei meus pulsos de sua mão, coloquei-as em seu pescoço, puxei seu cabelo, e finalmente o beijei, com direto a mordidas, e arranhões.
            O sinal bateu, eu o soltei e sai com a maior naturalidade.
            Voltei pra sala, tivemos aula normal, mas a todo o momento me perdia nas lembranças do melhor beijo da minha vida.
            Peguei um pedaço de papel, e escrevi:
 “Só queria saber se gostou do gosto do meu gloss de maçã verde”
         O chamei em minha carteira, perguntei sobre um exercício, e deixei o bilhete em sua mão.
            Enquanto a sala fazia os exercícios, ele leu o bilhete, olho em minha direção, sorriu indiscretamente, mordeu o lábio, e acenou sim com a cabeça.
            Escreveu-me outro bilhete que dizia:
Gostei muito, espero que tenha de outros sabores, eu enjôo fácil”
            Eu sorri, senti minhas bochechas corarem, então olhei pra ele, e o sinal bateu, ele saiu da sala, e eu fui embora, com o Vitor.
            Logo quando eu cheguei em casa, entrei no meu facebook, e tinha um recado do Rodrigo:
“Não quero mas você com o Vitor, você é minha agora, não quero ver você beijando outro”
            Eu gargalhei sozinha na frente do meu notebook, e respondi dizendo:
“Como quer que eu pare de ficar com o Vitor, se você é casado?”
            Ele me respondeu meio enciumado:
“Mas mesmo assim, ela é a oficial, e você é a primeira”
            Não resisti, e firmei o pé, e decidi que não terminaria com o Vitor.
            E no final de tudo ficamos assim, cada um com os seus ‘oficiais’, mas um tendo ao outro em primeiro lugar.
            Nunca pensei que aos 15 anos me tornaria amante de um cara mais velho, mas tenho que confessar, foi o melhor relacionamento que tive minha vida toda, foi a melhor coisa que me aconteceu, era perigoso, gostoso, intrigante, era maravilhosamente bom.



segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Outra vez.

Depois de um dia bem cansativo na piscina, quando o sol resolveu ir, fui ver sua partida.
Sentada na grama, vendo as formigas passarem, carregando folhas, fazendo seu caminho, o único som era o das cigarras, junto com o canto do pássaro que vem de lá longe.
De repente, começo a ouvir alguém se aproximando, estava tão encantada com aquele lindo sol laranja, que cobria toda a visão que eu tinha do céu.
Sim, era ele mesmo, chegou em uma hora que não devia, me pegou em um momento frágil, ele não tinha esse direito.
Chegou, se sentou ao me lado, e me perguntou :
- Você gosta do pôr-do-sol né?
- Você sabe muito bem disso.
- É, eu sei, você é louca por ele.
- Sabe o que combina com pôr-do-sol?
-Não . Eu disse abaixando o olhar, com um sorriso involuntário e ridículo.
Ele se aproximou, se sentou mais perto, me pegou pelo queixo, ergueu minha cabeça, olhou no fundo dos olhos, sorriu do jeito que eu mais gosto, tirou meu cabelo do rosto, colocou atrás da minha orelha, passou a mão pelo meu rosto, e disse :
- Beijo.
De novo, nesse momento ele me beijava, na verdade, eu não queria mais nada, mas eu sabia que as consequências disso seriam trágicas, e claro que seriam para mim.
Mas optei por me deixar levar, já que eu já tinha começado, resolvi terminar.
Depois de um longo beijo disse:
- Sabe o que combina com beijo?
Ele me olhou, deu um sorriso malicioso.
- Sei sim, ÁGUA.
Agora ele me pegou no colo, me jogou em seu ombro, correu em direção a piscina, chegando la, conseguir sair de seu colo, corri pro outro lado da piscina, e pulei.
Ele estava do outro lado, mas quando subi a superfície, ele estava exatamente na minha frente, ele tirou a água do cabelo, se aproximou, colou a mão em minha nuca, chegou perto do meu ouvido e disse:
- O que combinava com água mesmo ?
- B e i j o , disse pausadamente, e ele me beijava a acaba sílaba mal separada que saia da minha boca, me beijou de novo, me fez feliz, me fez sentir nas nuvens, me senti completa de novo.
Mas por melhor que tenha sido o dia, ele acaba.
Nossos amigos estavam em uma rodinha, tocando violão e cantando.
Enquanto tocavam lindas músicas, eu adormecia, com a blusa de frio que neguei um dia, em seu ombro, com seus dedos transpassados nos meus, e com suas caricias em meu cabelo.